Hipertireoidismo comendo. Glândula tireóide. sintomas, causas e tratamento. Mediquo, seu amigo médico, conversa de médico.

O que posso comer se tenho hipertireoidismo?

Você tem apetite e come de tudo, mas ainda perde peso? Pode ser ou não uma boa notícia: você pode ter hipertireoidismo e não saber.

Como mencionamos no artigo sobre a dieta do hipotireoidismo, a glândula tireoide está localizada no pescoço e tem a função de regular o metabolismo, por meio da produção de dois hormônios: T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina). Esses hormônios tireoidianos são essenciais para sintetizar proteínas e aumentar a quantidade de oxigênio utilizada pelas células. Eles desempenham um papel importante no período de crescimento e desenvolvimento.

O hipertireoidismo é gerado quando há uma produção excessiva de hormônios tireoidianos, o que provoca a aceleração das funções dos órgãos.
É uma doença que atinge cerca de 1% da população, principalmente em mulheres entre 30 e 40 anos.

Quais são os sintomas?

Você pode sentir os seguintes sintomas:

  • Perda de peso, apesar de ter apetite
  • Ansiedade
  • Palpitações
  • Insônia
  • Suor excessivo
  • Fraqueza muscular
  • Inchaço na região do pescoço (bócio)
Quais são as causas?

Existem três causas principais que levam ao hipertireoidismo:

  • Doença de Graves. É a causa mais comum. É uma doença autoimune na qual os anticorpos do sistema imunológico estimulam “erroneamente” a glândula tireóide a produzir T4 em excesso. Os anticorpos atacam erroneamente a tireoide e, às vezes, o tecido atrás dos olhos (oftalmopatia de Graves) e a pele (dermopatia de Graves).
  • Nódulos da tireóide. É quando um ou mais adenomas da tireoide produzem T4 em excesso. Um adenoma é um tumor benigno que se desenvolve dentro da glândula, que pode causar aumento da tireóide.
  • Tireoidite. É uma inflamação que pode fazer com que o excesso de hormônio tireoidiano armazenado na glândula vaze para a corrente sanguínea.
O que posso comer para neutralizar isso?

O segredo é controlar a ingestão de iodo, pois estimula a produção dos hormônios tireoidianos, e o que você precisa é reduzi-la. Evite o sal iodado e substitua-o por um sal dietético. No entanto, a dieta é um suporte para o tratamento com medicamentos que seu médico deverá avaliar.

Outros alimentos ricos em iodo a evitar:

  • Alho, aveia, coco, avelã, morango, soja, girassol, lentilha, tomate, maçã, manga, tâmaras, pistache, caju, castanha do Brasil, abacaxi, ervilha, amêndoa, damasco, espinafre, feijão e milho.
  • Ervas ou especiarias que devem ser evitadas: erva-doce, hera moída, ginseng e canela.
  • Algas e crustáceos, pois contêm muito iodo.

Alimentos que você deve incluir em sua dieta:

  • Alimentos da família dos crucíferos (brócolis, repolho, couve de Bruxelas, rúcula, couve-flor, nabo, rabanete, etc.), devido à sua capacidade de inibir a absorção de iodo.
  • Legumes.
  • Nozes, como castanhas, nozes ou amendoim.
  • Aipo, laranja, limão, abóbora, figo ou alface.
  • Pimentas, pepinos, cenouras, abacate, ameixas, berinjelas, pêssegos e trigo.
  • Romã e uva, que diminuem a produção dos hormônios tireoidianos.
  • Cebola, aspargo, endívia, melão, salsa ou batata, alimentos ricos em lítio.

*Conteúdo validado pela equipe médica mediQuo.

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